quinta-feira, 11 de agosto de 2011

TODAS AS FICHAS


Não há dinheiro que pague a paz de espírito, estar tranquilo consigo mesmo, com seus atos e com o fluxo dos acontecimentos. Não nado contra a maré, sigo a favor da correnteza. Não tenho certezas, tenho apenas uma vontade grande de apostar em todas as alegrias que eu puder cultivar.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

RECONSTRUÇÃO

Pra não doer, pra não sofrer, eu resignifiquei. Deixei de doar, não mais me dei. Redesenhei com novas cores, as de verdade e não mais as que via. Desbotei pra não brilhar demais. Chovia em mim, me guardachuvei. Repovoei meus pensamentos com nova mobília, troquei os sentidos. Pra me proteger e não ferir, eu redimensionei. Dei o tamanho certo, reformulei os verbos e substantivos. Pra recriar, eu me matei.


sexta-feira, 5 de agosto de 2011

VEM COMIGO


Vem comigo enfrentar os medos, as marés cheias e os vazios de dentro. Vem comigo de braços dados e alma entregue, se leve pela certeza de que nenhuma correnteza é mais forte que nós. Vem comigo desatar nós apertados e respirar mais livre, mais leve. Se você vem, eu te espero. Eu quero seguir em frente. Vem comigo... e não será diferente.

MINHA TRILHA EM TEU ABISMO


É fácil escrever, difícil é dizer.
É fácil rimar, difícil é fazer.
É fácil propor, quero ver é aceitar.
É fácil calar quando há o que dizer.
É fácil esconder quando tem que lutar,
mais fácil é negar o que há pra fazer.
E nessas de fácil e difícil,
entre pontes e precipícios
sempre dá pra escolher.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

aMAR a FUNDO


Se a Sereia lesse Clarice, o mar não seria mais o mesmo. Argumentos de Freud e Marx virariam tolices, seus livros afundariam a esmo. Se a Sereia lesse Clarice, faria revolução: tomaria o controle do mar, faria do sal canção. Não satisfeita, subiria à superfície e mostraria a todos nós o segredo de aMAR... a fundo.

terça-feira, 26 de julho de 2011

ONDA



Não quero nada de ninguém, só o que é meu por direito. Não quero ser igual a ninguém, tolero e entendo os meus defeitos. Não quero perder meu jeito, perder o riso, perder o sentido. Sou maré alta e correnteza, tenho o meu curso e o meu discurso não é fluido. Disso eu tenho certeza.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

FELICIDADE, VEM CÁ


A felicidade é um animal doméstico que você vai alimentando aos pouquinhos e, quando vê, ela já deixou de ser filhote há muito tempo e corre gigante pra você quando abre os braços para ela. Minha felicidade tem "sabor" de Labrador!!