domingo, 26 de abril de 2009

amor ao frio


Floripa é uma ilha enorme, cercada de gente boa por todos os lados. É porto de paz, de friozinho minuano arrepiando os cabelos da perna. Floripa é beleza eterna das praias e trilhas, as mil maravilhas que ainda não tive tempo de descortinar. É momento de estado de espírito, de realizações e asseguramento de emoções verdadeiras. É acolhimento, adoção em doces doses. É sorriso estampado, bobo, a todo momento. É felicidade, felicidade, felicidade...

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

CARNAVALENDO


Ainda tinha tanto a dizer pro seu olhar. Tanto a traduzir, tanto a desenhar. Tanto a descobrir em entrelinhas e sussurros. Precisava de mais tempo pra medir a importância, pra testar a paciência, pra exercer a tolerância. Precisava de mais tempo antes de te deixar partir... bom, às favas com a hipocrisia. Precisava mesmo era não tirar a fantasia e jamais ter que ver você sumir como um sonho que sempre acaba na melhor parte... mas, ainda assim, carnavaleu a pena.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

re(CICLO)


É o mal do mundo, meu bem. A gente vai tendo que fraturar costelas emocionais aos montes pro osso-alma endurecer. A gente vai doendo querendo não doer. A gente sofre conformado, sabendo que é mesmo assim. Mas um dia isso tem fim, pode crer. E não é fim de novela, à la "felizes para sempre", mas o "enquanto-dura" faz sua parte, a gente lembra que toda aquela dor de amor, dor-de-ter-que-desamar, valeu a pena. Beijo-poema do amigo que tanto te ama.

Egraçado é que ainda agora ela comentou comigo que há tempos não escrevo nada aqui. E, irônicamente, sem intenção, foi essa resposta a ela que virou post. Um beijo grande, Carol. Hoje e sempre.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Saldo



Gotas. Gotas de saudade pingam tempos de distância. O teto do peito é mofo puro, duro ter que constatar. E cada movimento de descida envergonhada torna-se facada de tormento. Eu lamento (muito mesmo), depois de uma eternidade inteira, não ter nada melhor pra te oferecer nessa rápida visita além de gotas e gotas de saudades mal vividas. Desculpa, mas nessa vida agora só mesmo saudade é o que terá de mim. Início. Meio. Fim.





#PS: Recebi dela esse selo acima e passo a bola pra ele, que tem sido uma deliciosa leitura desde o dia em que descobri o blog. Recomendo. Tanto ele quanto ela.


sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Sugestão


Pemita que eu peça mais. Permita que eu peque em paz e seque o choro teu. Exija a presença minha, meu sussurro em teu ouvido. Quebre o vidro da distância e deixe a bossa do embaço. Faço questão de te querer, de poder muito mais. De roubar a tua inércia injetando sentimentos. É hora de arrombamentos: máscara e muralha. Vou tirar a tua tristeza e virar a mesa. Custe o que custar.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Tradução


Foi em Barcelona que ela descobriu que o amor não tem roteiro: é cheio de armadilhas apesar dos mil clichês. Embarcou numa história a três e até curtiu, mas sentiu na pele o peso de ser ímpar sobrando num par. Tentou o formalismo: trocou o caso anti-convencional por um casamento em igreja e papel. Notou que igrejas escondem pecados e que papéis esfarelam. Pensou em fazer gênero, segurando por muito tempo o que tanto queria soltar. Perdeu muito, muito antes de ganhar. E numa cafeteria de esquina dispensou o açúcar no café e na alma: abandonou a calma e a doçura. Voltou pra casa com a mala cheia: fotos tantas e fatos tontos. Em terras catalãs, constatou que ainda não sabe o que busca, mas já sabe (e MUITO bem) o que não quer jamais... perder as possibilidades pelo medo do arriscar.

Inspirado no (ótimo) filme VICKY CRISTINA BARCELONA, do Wood Allen. Em cartaz nos cinemas. Recomendo.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Verde Menos, Verde Mais


Ela começou a namorar um cego. Desde então, aprendeu a lidar com as reações de surpresa alheias. Muita gente não resistia e indagava como era manter o relacionamento com alguém que não tem olhos. De início, tentava explicar que não havia tanta diferença... mas o assunto sempre terminava com um certo ar de pena. Sabe-se lá se a pobre (e burra) comoção sentida por tantos era por ele não enxergar ou pelo árduo "fardo" dela. Não importa: hoje, sempre que perguntam esse tipo de coisa, ela limita-se a sorrir, lembrando como é incrível o diálogo das mãos dele em seu corpo, dos pequenos lábios dele nos grandes seus. De como ele valoriza cada som, cada tom que dela sai. E, muda, segue a vida com seu cego amor, um amor tão colorido que não desbota à pequenez cinzenta de quem não sabe ser feliz.