segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

DESBOTOU


...porque quando eu comecei a gostar de você, o que encontrei foi uma palma aberta pedindo afastamento. Porque quando me interessei em saber de você, ouvi frases cortadas, e me cortei. Porque quando eu desisti de você, nem se deu conta, não sentiu meu recuar. E agora você vem perguntar o porquê de eu ser assim, tão seco? Já fui primavera, verão... mas contigo, hoje sou só outono. Disso não abro mão.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

APETITE


Vamos comer nossos sonhos, nossas metas. Devorá-los. Não importa se de garfo-e-faca ou com as mãos. Não importa se em grande mordidas ou suaves provadas. Só não coma migalhas. Felicidade, insisto, mora dentro da gente. Como já dizia o Djavan: "Vida foi feita pra estar em dia com a fome". Bom apetite!

sábado, 22 de janeiro de 2011

ESPIADINHA


Internet é uma coisa engraçada. Você descobre que uma antiga paixão fulminante tem Facebook. Paixão essa que você, há anos, tentava saber notícias sem sucesso. Aí você respira fundo e se pergunta o que fazer. Sem adicionar o perfil, você entra, vê as fotos, e em segundos fica sabendo como está, o que tem feito, etc. Depois, fecha a página com um sorriso no rosto, consciente de que não era mesmo pra ter continuação, durou o que tinha que durar. E o melhor de tudo: a pessoa nem fica sabendo que você acabou de reviver meses de história em alguns minutos... e isso foi mais que suficiente.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

CADÊNCIA


Qual é o doce da vida? Tempero que te faz bem. O sol, o sal, o som. O abraço quente de alguém. E o teu estado de espírito? Desejos que tu mantém. A faca, o queijo, as chances. A certeza e o porém. Qual é o teu sonho mais fluido? Desses que vão e vem. Há pouco, caiu uma estrela. Divido ela contigo: faça um pedido, conte a ninguém.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

CASTELINHO DAS HORAS


Tempo, tempo... por que tu és assim? Escorrega entre meus dedos e confunde minha memória. Nunca retrocede às minhas saudades, não tenho vontades perante a ti. Sou escravo dos seus minutos e horas. Tempo, passa mais devagarzinho, se demora um pouco aí. 'Inda ontem eu brincava de pirata na sacada da minha velha casa. Hoje a asa que me deste me levou pra tantos apartamentos que já nem lembro direito dos cômodos de onde morei quando era criança, quando era feliz, quando eu era rei.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

SINAL VERMELHO


Não tente me entender, tampouco me rotular. Meu caminho é contínuo, não pedi pra me seguir. Tome seu fôlego de volta e sente no batente, invente o seu caminho. Não quero o seu mapa, a minha estrada não é pronta: se (re)faz a cada dia, a partir das minhas pegadas. Não tente me traduzir, tampouco me codificar. Meu neologismo é alma, é o caos que me acalma. Não tente. Não.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

MEU SOL, MINHA LUA


Como pode em tão pouco tempo, nascer em mim tanto amor? Duas coisas tão pequenas que mal falam mas que tanto me dizem com olhares e sorrisos. Com apertos e grunhidos. Como posso não pensar nos dois todos os dias, se metade das minhas alegrias é deles que hoje vem? Como posso definir a emoção que é sentir-me esperado e querido por eles, quando chego em sua casa? Cada abraço, cada laço diário construído pelo carinho, pelo caminho da vida. Cada saudade apertada e o zelo-quase-medo pelo futuro de ambos. O desejo de querer transferir pra mim cada futura dor ou problema que eles venham a ter. Como posso não ter asas e voar, não ter posses mas tão rico me sentir, não ser pai e ainda assim ter essa vasta sensação? Sou tio, isso me basta. E muito os amo, então.